- 2007 - Vice Campeão Monteirense de Futsal
- 2008 - Campeão da Copa Leal de Futsal
- 2009 - Bícampeão da Copa Leal de Futsal
- 2010 - 3º Lugar na Copa Cariri de Futsal
- 2010 - Tricampeão da Copa Leal de Futsal
Ano de 2007 – Cientes de que se quiséssemos realizar ao menos uma campanha melhor, teríamos que nos organizamos melhor, e mais cedo começamos a formação da equipe, certos de que o compromisso de cada inscrito seria fator principal para as contratações. Partimos em busca de jogadores e quase ninguém queria assinar conosco. Uns quando lembravam da campanha passada (2006), torciam o nariz e diziam que iam pensar, ou que já estariam compromissados com outras equipes. Então pegamos a lista de inscrição assinamos os que realmente acreditavam que juntos conseguiríamos algo no campeonato.
Os comentários antes do Campeonato eram...
- SOBRE O TIME: Não se classifica nem para o 2º turno.
- PAULÃO: Está parado faz tempo, muito ocupado, não vai nem pra os jogos.
- DÚA: Vai descer a madeira, não sabe jogar salão, vai ser expulso e vai deixar vocês na mão.
- THIAGUINHO: Não agüenta aperto, vai pipocar.
- JÚNIOR: Nunca jogou campeonato vai amarelar, é jogadorzinho de raxa.
- RICHARD: Tá gordo, só faz gol em racha.
- THIEGO: Nunca jogou campeonato vai amarelar também...
O mais engraçado foi de quem veio esses comentários, de quem nunca ganhou nada, nem na vida, nem no esporte, onde sua vida é secar o sucesso dos que o rodeiam...
Resultado no fim do campeonato...
JUVENTUDE: Campeão do 1º turno e vice do campeonato, deixando pra trás equipes fortes e de tradição como Campinense que na sua maioria contava com ex-jogadores da Socremo, F. Auto Peças que até jogadores de Sertânia - PE trouxeram, e o Valência que se preparou forte para o campeonato. Só não fomos campeões por um detalhe. Foi na final do 1º turno que surgiu a frase: "Respeite quem pôde chegar aonde o Gallo chegou"
- Time com mais vitórias e menos derrotas, no final perdeu na vantagem para a Moveletro no saldo de gols, que jogou por dois empates e assim levou o título.
- Paulão: Eleito melhor goleiro
- Dúa: Jogador de defesa com menor número de faltas e cartões. (dois amarelos durante todo campeonato,sendo que os cartôes foram por reclamações).
- Thiaguinho: Craque e revelação do campeonato
- Júnior: Melhor ala-esquerdo
- Richard: Vice-artilheiro do campeonato – 15 gols
- Thiego: Entrou na final do 1º turno aos 17:52seg. do 2º tempo e fez o gol do título.
Apesar do vice-campeonato em 2007, fizemos uma grande festa, e o arraial Zé Marcolino ficou pequeno para nossa comemoração junto com a torcida.
Ano de 2008 - GALLO É CAMPEÃO MONTEIRENSE DE FUTSAL
Começamos o ano na certeza que montaríamos um time mais competitivo que o anterior. Para isso começamos investindo no fator “experiência”, nosso ponto fraco no ano anterior, trazendo jogadores que fariam a diferença nas horas decisivas das competições, se juntando com o que de melhor ficou do último elenco.
Iniciamos o campeonato de futsal 2008, com uma derrota para o Benfica, onde jogamos muito na parte ofensiva, perdendo muitos gols, mas marcamos mal os contra-ataques, no final 3x1 para o Benfica. Sendo já questionados pelos que se dizem entendidos de futebol, que esse ano o time estava devagar demais, que os jogadores do ano passado eram melhores.
Em nosso segundo jogo, vencemos o bela vista por 1 x 0, e começamos nossa caminhada rumo ao título do primeiro turno.
Nas quartas, pegamos o rápido time do macapá e vencemos por 3x2, nas semifinais enfrentamos nosso maior rival, a Moveletro e vencemos por 3x1. foi neste jogo onde sentimos que voltamos a ser o Gallo forte e vibrador.
Chegamos a final contra o Escritório Sérgio Bezerra com moral, e com a nossa garra chegamos a fazer 3x0 no 1º tempo, um show de bola, algo anormal em uma final, no 1º minuto do 2º tempo fizemos o 4º. Mas não havia nada de anormal, o que se viu em quadra era um time o tempo todo ligado intimidando o adversário não com pancadas, mas com um futebol de dar gosto de ver, unindo raça a técnica. o time cansou por 05 minutos e tomou 03 gols, mas aí Thiaguinho fez o 5ºgol e acabou com a alegria adversária, Gallo campeão do 1º turno de forma “incontestável”.
Começamos o 2º turno sem Richard que por uma medida covarde a dita “comissão” o puniu com pena máxima de 03 jogos, o acusando de ser culpado de seu adversário tê-lo agredido, um absurdo.
Em nosso primeiro jogo do 2º turno enfrentamos o mesmo adversário da final e fomos publicamente humilhados pela péssima arbitragem que de forma pessoal nos persegue há tempos atrás.
Em seguida alguns do elenco, insatisfeitos, pois infelizmente não aceitavam algumas decisões tomadas no Clube, deixaram o time em um momento difícil onde jogando com dois reservas em dois jogos. Foi uma pena, mas o momento era de baixar a cabeça?
Engano de quem assim pensou, foi aí que o time cresceu, venceu a Moveletro de virada e empatou com Valência e Macapá. Chegamos as quartas-de-finais contra o preparado valência e novamente deu Gallo. Ficamos nas semifinais contra o Macapá em um jogo emocionante, lembrado até hoje como o melhor jogo do campeonato, perdendo nos pênaltis por 9x8.
Classificados desde o 1º turno chegamos a mais uma final de campeonato neste jogo tão importante para o clube o time entrou com uma concentração que impressionou a muitos. Jogamos sem o que nos tinha faltado no ano anterior um jogador experiente em quadra, Marcos que havia tomado o terceiro cartão nas semifinais do 2º turno de forma maldosa pelo árbitro, onde o próprio adversário disse depois da partida que nem falta foi e pediu desculpa ao veterano, pois viu sua tristeza em não participar da final.
Mas de forma justa, honesta, com nossa garra, com nosso suor, sempre mostrando que superamos em momentos difíceis. Tivemos nossa chance em 2007, não conseguimos. Foi então que Deus nos deu uma segunda chance, e dessa vez, não a desperdiçamos. Enfrentamos a Moveletro, com a chance de vingar o campeonato anterior.
Só que dessa vez o final foi bem diferente, ao invés de choros e decepções, dessa vez entramos focados no nosso objetivo. Ganhamos de forma honrosa mostrando que o esporte se ganha na área de combate e não fora dela, muitos dos que nos criticam, criticam pela sua inveja por saber que não possuem nossas maiores virtudes: humildade e respeito pelo adversário, mas nunca se rebaixando a ele, e sabendo de nossa capacidade, sempre honrando nossa camisa fazendo nosso Gallo voar muito mais alto, muita das vezes deixando de lado nossas obrigações como nossas famílias e às vezes até em nossos trabalhos, para ir buscar o melhor para nossa equipe. Foram 40 minutos alucinantes de espera para calar a boca de muita gente, sendo campeões, sem deixar nenhuma dúvida sobre nossa qualidade.
Ano de 2009 - JUVENTUDE BÍCAMPEÃO
No início do ano a diretoria já dá início no trabalho de manter alguns, e reforçar a equipe. Atletas que estavam insatisfeitos, ou que desejavam trilhar por outros caminhos, seguiram suas vidas e o Juventude começou o planejamento para o ano de 2009.
Dos quinze que fizeram parte da equipe em 2008, apenas seis ficaram no elenco em 2009. Paulão, Dúa, Marcos, Thiaguinho, Vandinho, Richard, foram os remanescentes do campeão 2008. Tendo a base campeã confirmada, a direção do Juventude partiu para os reforços, mas a maioria dos atletas foi convocada para servir a Seleção Monteirense, e assim a diretoria teve que esperar o término da competição para dar continuidade ao trabalho. E no meio do ano as conversas com os reforços começaram.
Desde o começo das conversas o assunto era um só, montar um time tão bom como o campeão para tentar o bicampeonato. E para isso foi feita uma lista com os destaques do campeonato, e como sempre faz a direção do clube olhava o lado técnico, e a conduta do atleta fora e entre os companheiros. Ao todo foi apresentado o nome dezoito atletas, mas ao final ficaram só seis. Após terem seus nomes aprovados por unanimidade, a direção entrou em contato com os mesmos, e tudo foi resolvido, os primeiros a chegar foram: Iran, Cleiton, Marquinhos, Danilo. O pivô Ton D’Ziel já havia acertado com a equipe desde o final de 2008, e já havia se juntado ao grupo desde janeiro. Com praticamente 85% da equipe presente o elenco começou os treinos com a meta de fazer um grande campeonato e conquistar o bicampeonato.
O INÍCIO...
O campeonato começa com o Juventude enfrentando o Rumaníacos, tido como a grande atração do campeonato, equipe que investiu bastante na mídia, com uma torcida padronizada e tudo mais. Formado na sua maioria por ex-jogadores do Juventude, foi criado na cidade uma espécie de rivalidade entre as equipes, onde um dos diretores do Rumaníacos, que estreara antes do Gallo na competição com derrota para o São Bento, disse que o jogo mais importante de sua equipe era o próximo contra o Juventude e que a torcida iria lotar o ginásio para a vitória de sua equipe.
Como sempre foi de praxe do Juventude falar pouco, e se possível nada sobre seus adversários, os jogadores recebiam com naturalidade as provocações adversárias. Chega o dia da estréia e no ginásio momentos antes do jogo o técnico Eduardo Carvalho chama os jogadores para se unirem em um pacto, se desdobrar em quadra para chegar a conquista do 1º turno.
No jogo Paulão pega tudo e mais um pouco, a equipe mostra muita raça e vence o empolgado Rumaníacos por 4X2, e o adversário já acumulava sua segunda derrota na competição. Depois a equipe empata com o Games & Locações em um jogo dificílimo, depois vence o Auto Esporte por 7X0 e vence o São Bento de virada por 2X1, ficando com o 1º lugar do grupo.
Nas quartas-de-finais enfrenta o Flamengo e vence fácil, 3X0 e a equipe enfrenta o Clara Moto Peças nas semifinais e também vence, 3X1, e o Juventude chegava a sua terceira final de 1º turno seguida. Do outro lado o Rumaníacos vem crescendo na competição e após vencer o São Bento chega também à decisão.
O ginásio fica totalmente tomado, nas arquibancadas não cabia mais ninguém e o público se espremia por trás das metas para não perder um só lance da decisão. Durante o dia da decisão torcedores adversários provocam a torcida do Juventude dizendo que vão comandar a festa a noite, mas o que se viu foi algo bem diferente. Ao entrar no ginásio a maioria do ginásio em peso saúda os jogadores do Juventude, e aos gritos de: Ih Fud.. o Gallo Apareceu a torcida silencia a torcida adversária (as imagens não mentem)
O jogo começa como sempre fez durante a competição, com o Juventude tomando a iniciativa de atacar e com um minuto e meio de jogo o Gallo é só pressão sobre o Rumaníacos, e em uma boa triangulação entre Marcos, Thiaguinho e Ton, o artilheiro do Gallo manda a bola na trave, o time continua a pressionar o adversário que não suporta, Ton abre o placar da final, Gallo 1X0.
O Rumaníacos sente o gol, tenta sair pra jogo, mas o Juventude bem posicionado não dá espaços, impedindo o adversário chegar à meta do goleiro Paulão. Vendo que entrar na defesa estava difícil, Kaio artilheiro do campeonato tenta usar sua melhor arma, o chute forte, e em um pequeno espaço que Thiaguinho dar, o ala solta a bomba cruzada no ângulo direito e Paulão faz espetacular defesa levantado à torcida do Rumaníacos até então um pouco calada.
O Gallo continua a atacar e Thiaguinho que vinha desconcertando a defesa adversária parte na esquerda deixa Kaio pra trás e na hora do chute acontece o pior, o jogador que armara o chute para o pé esquerdo rompe os ligamentos do joelho direito na hora de apoiar para o arremate. O desespero é grande do craque do Gallo, que grita de dor e é amparado pelos companheiros. O jogo continua e em mais uma bela troca de passes o artilheiro do Gallo volta a brilhar, Ton recebe e com habilidade faz 2X0 Juventude, o time totalmente superior na partida ainda perde várias chances de aumentar com Marquinhos, Vandinho e ainda com Ton, que chuta e a bola passa rente a trave de Jéferson.
No segundo tempo o jogo pouco muda e o Juventude mostra muita tranqüilidade em quadra toca bem a bola envolve o adversário que não consegue chegar ao gol do Gallo.
Em duas boas jogadas Renan quase diminui para o Rumaníacos, em uma delas a bola chega a rolar sobre a linha do gol defendido por Iran, depois em um rebote de escanteio Iran faz grande defesa e a bola vai outra vez para escanteio. Na cobrança Marquinhos rouba a bola parte no contra ataque, mas rola forte para Ton que perde a chance de marcar o 3º. O Rumaníacos continua tentando, mas já é tarde, é apito final e Gallo campeão do 1º turno, e vaga garantida na final da competição.
No 2º turno o time estréia contra o Cruz Azul e mete 7X3, depois vence o Flamengo por 2X1. Enfrenta o União em um daqueles jogos que só entende quem conhece os mistérios do futebol, o time chuta 28 vezes no gol adversário, manda quatro bola nas traves, mas o União chuta oito e vence por 2X0, fazer o que, coisas do futebol. Depois o Juventude vence o Clara Motos por 3X1, e o Real Madrid por 5X2.
Nas quartas-de-finais enfrenta novamente o Flamengo, e assim como no 1º turno o placar se repete, 3X0. Nas semifinais vence o Clara por 3X1 e classifica-se para a final do 2º turno entrando para a história como a primeira equipe a chegar a decisão dos dois turnos.
Na decisão o time joga bem faz 1X0 no início da partida, resultado que permanece até os 13 do segundo tempo, quando Neném empata, o jogo vai para os pênaltis, e o São Bento leva a melhor, levando a decisão para a terça-feira. Após a partida os jogadores se juntam, e mais uma vez mostram a força da união do grupo, e o fixo Cleiton diz que nada foi perdido apenas adiado e que no próximo jogo o São bento iria ver a força do Gallo.
Chega à grande decisão, o time parte pra cima do adversário como um rolo compressor no 1º tempo. Ton D’Ziel abre o placar deixando o goleiro no chão, Juventude 1X0, Marquinhos o “Homem das Decisões”, deixa dois adversários pra trás, o goleiro deitado e faz 2X0 resultado do 1º tempo, totalmente predominado pelo Juventude.
No 2º tempo como era de esperar o São Bento parte pra cima e Juventude fica na defensiva esperando um melhor momento para marcar o terceiro e matar a partida, o que não demora, Danilo é perfeito, retoma a bola do adversário parte pra cima, deixa um pra trás e como sempre faz, bate forte e cruzado para fazer Juventude 3X0. O São Bento tenta marcar e consegue, no final em cobrança de pênalti, Renato faz o gol do São Bento, mas já é tarde, Juventude 3X1, e ao som da torcida, “Vamos pra o Bi Gallo” o time toca a bola e espera o apito final para comemorar de forma limpa seu 2º Título Monteirense de Futsal.
O São Bento após o jogo ainda arruma tempo para reclamar de um pênalti em que a bola teria tocado a mão de Danilo, mas o árbitro ao lado da jogada nada marca. Depois os jogadores do São Bento e alguns “torcedores clamufados” reclamam da não marcação da possível infração , pura chorumela do São Bento, que não reconheceu a superioridade do Gallo, que insistiram dias depois que havia sido pênalti, mas não falaram que no lance de gol do São Bento, Paulão tocou primeiro a bola e depois se chocou com o adversário.
Mas isso não importa, vencemos com qualidade e muita determinação e ninguém por mais que deseje, irá manchar a nossa conquista. Entramos para história do esporte monteirense como os primeiros Bi-Campeões Monteirenses de Futsal.
Começamos a competição já com o peso dos nossos conterrâneos antepassados de nunca terem passado de fase. A pressão era grande, a responsabilidade, e cobrança por um bom resultado eram cobrados constantemente.
Realizamos uma ótima pré-temporada. Comandados por Rinaldo Bezerra (preparador físico) e Luciano Genuíno (preparador de goleiros). O time estava preparado fisicamente como nunca uma equipe havia se preparado para uma competição a nível de futsal regional.
Tudo pronto, e veio então o nosso primeiro compromisso. Seleção de Gurjão fora de casa. Fomos até a cidade caririzeira, fomos surpreendidos com um gol no fim da primeira etapa, justamente quando éramos superiores na partida. Fomos para o intervalo da partida com a certeza de que poderíamos reverter o placar.
Começamos a etapa final com muita velocidade, mas um descuido da defesa proporcionou o segundo gol adversário.
Com os 2 a 0 contra, lançamos-nos ao ataque e conseguimos e tomamos o 3º. Não desistimos e conseguimos fazer o primeiro, 3 a 1. Na ânsia de diminuir o marcador, acabamos tomando o 4º gol. Placar final, Sel. de Gurjão 4 a 1.
Realmente não era um resultado que esperávamos. Mas o resultado serviu apenas para despertar a equipe, e alertar a todos que em uma competição regional não se comete tanto erros.
Voltamos pra casa com a certeza de tínhamos equipe para conseguir o resultado que para muitos seria impossível. Vencer o adversário no jogo de volta por quatro gols de diferença.
Pra piorar a tensão, na data marcada o trio de árbitros não apareceu no jogo. E a partida aconteceria 15 dias depois.
Veio então o “grande dia”, e os jogadores estavam bastante concentrados para conseguir a classificação.
Não deu outra, com um time bastante motivado. Danilo Sousa deu show e comandou a equipe em uma noite para jamais ser esquecida.
O time não errou em quadra e venceu por 4 a 0, chegando as semifinais da competição.
Nas semifinais, o adversário era nada menos que o São Bento. Uma equipe bastante experiente, formada em sua grande maioria por jogadores de Campina Grande.
Na primeira partida em casa, o Juventude chegou a estar atrás do placar em 3 a 1, mas Marquinhos brilhou e levou a equipe ao empate, e por duas vezes o time poderia ter saído de quadra com a vitória. Mas a partida terminou mesmo 3 a 3.
No dia da partida de volta. As dificuldades começaram a surgir já antes da partida. O veículo que serviria de translado para a nossa equipe até Boa Vista. Não apareceu no horário programado. E tivemos que substituí-lo em tempo recorde. Chegamos a cidade faltando poucos minutos para a partida.
Em um jogo onde tentamos de todas as formas chegarmos a tão sonhada final. Fomos penalizados pelo nervosismo na hora de finalizar, e acabamos sendo derrotados para a experiente equipe do São Bento que se tornaria a campeã da Copa Cariri de Futsal 2010 em final contra o Paraíba de Gurjão.
Ao final da partida ainda no vestiário, fomos informados que com o não comparecimento da equipe do Big Brothers na outra semifinal contra o Paraíba, nós havíamos conquistado o 3º lugar da competição.
Um prêmio a quem tanto lutou, e deixou a quadra em Boa Vista de cabeça erguida. Tornando-se a primeira equipe monteirense de futsal a conquistar um lugar no pódio em uma competição regional.
Ano 2010 – JUVENTUDE TRICAMPEÃO MONTEIRENSE !!!
Começamos o campeonato sabendo do peso de ter um ótimo elenco e que a cobrança por bons resultados seria rotineira.
Paulão um dos símbolos durante anos deixa a equipe e vai para o Caveiral. No começo muito se sentiu a saída do jogador, mas a certeza de que Iran daria conta, e a aposta em dois jovens bons goleiros como Aluízio e Flávio Gabirú, foram o alívio da torcida e diretoria.
Mas a falta mais sentida não seria a de Paulão, e sim de Danilo Sousa. O ala direito que formara uma grande dupla defensiva ao lado de Cleiton Rocha, e havia jogado uma grande Copa Cariri, não se recupera há tempo de uma lesão no joelho e fica fora da equipe para a competição.
Em seu lugar, veio Chell, que cai como uma luva no esquema tático da equipe. No primeiro duelo, o Juventude enfrenta ninguém menos que o Benfica. Uma forte equipe, e em um grande jogo, o Gallo acaba vencendo por 4 a 2.
Mas o detalhe da partida ficou por conta do goleiro Flávio Gabiru, que chegara na última semana à equipe, para ocupar o lugar de terceiro goleiro. Com Iran e Aluízio fora, veio então à chance do jovem goleiro mostrar serviço, e ele não decepcionou. Pegou tudo que pôde, e ajudou o time a vencer a primeira na competição.
Na segunda partida o time tomou um susto. Foi surpreendido pela equipe da Mercearia Silva, que chegou a fazer 3 a 1 no placar. Mas o jogo acabou 4 a 4, com o Juventude chegando ao difícil empate nos minutos finais da partida.
Daí em diante o time acertou-se em quadra corrigiu os erros e o caminho de vitórias não foi mais interrompido. 4 a 1 no Real Madrid, 7 a 2 no Panathynaikos (com um show de Ton marcando 4 gols), e 4 a 2 no Soares e Silva (com Chell dando show).
Veio então as quartas-de-finais onde enfrentaríamos o Rede PE. Logo no começo do jogo, aos 03 minutos a defesa vacila e Rock faz 1 a 0 para o Rede PE. 03 minutos depois Chell divide uma bola na entrada da área e acaba saindo de quadra com fortes dores na coxa. O Juventude chega ao empate com um belo gol de Ton. Mas em mais um vacilo, o Rede PE chega aos 2 a 1.
O Juventude chega ao empate. E a virada não demora, daí em diante o adversário apela para a violência e o Gallo aproveita para vencer bonito por 7 a 2.
Classificado para a semifinal, o time é surpreendido no dia seguinte com o protesto da equipe derrotada, alegando que o atleta Chell havia infringido o Regulamento da competição no que se referia a participação de atletas profissionais na CLF 2010.
Mesmo com o atleta não ter influenciado em nada no resultado da partida (afinal, quando ele saiu o Juventude perdia por 1 a 0), os representantes do Rede Pe e mais uma meia dúzia de dirigentes de outras equipes, se mostraram irredutíveis quanto a ação. E o Juventude acabou sendo punido com a perca dos pontos da partida.
No segundo turno, os jogadores fizeram um pacto que não só ganhariam o turno, mas que venceriam também o campeonato. Não deu outra.
O time deu show no returno. Com Caíck dando o cartão de visita marcando um gol de placa logo na partida de estréia do turno sobre o Caveiral. A segunda partida foi contra o Rumaníacos.
Uma partida cercada de diversos sentimentos. O sentimento de vingança por ter ficado de fora das finais do 1º turno estava a flor da pele. Os jogadores não pensavam em outra coisa a não ser a vitória.
Com um ginásio totalmente tomado. Os dois times fizeram um grande jogo, e Ton D’Ziel mais uma vez mostrou que gosta de marcar contra o time do bloco. Em um belo gol, o artilheito do Gallo ajudou a equipe a vencer mais uma.
Em seguida veio a Rede PE. O sentimento foi o mesmo, e o time entrou em quadra para vencer novamente e não deu outra. O time mostrou força e venceu outra vez o adversário covarde algoz do 1º turno.
Em seguida o time empatou com o Porto, e terminou o returno classificado em 2º lugar no grupo.
Na Semifinal, o time mostrou mais uma vez um grande futsal e venceu com autoridadeo Porto por 2 a 1.
Na final, enfrentamos o Benfica em um jogo nervoso. Mas que Ton, Flávio Gabirú e Thiago Rodrigues (o Melhor da Partida, elouquecendo a defesa azulina) fizeram a diferença e o time venceu chegando a final de um campeonato municipal pela quarta vez seguida.
Na Grande Final, os dois times fizeram um primeiro tempo tranqüilo. Com os dois goleiros trabalhando pouco.
Na etapa final a emoção veio em dobro, e o jogo tornou-se digno de uma final. Logo aos 02 minutos, a arbitragem marca pênalti para o Porto, e expulsa Ton de quadra, alegando que o mesmo havia usado a mão para intervir o arremate de Zé Carlos. Só que houve uma grande falha da arbitragem no início da jogada.
No segundo chute de Franklin, na ânsia de evitar o gol, os jogadores acabam esbarrando na trave que fica fora do local. O árbitro deveria ter paralisado a partida imediatamente, e ter recolocado a baliza em seu local de origem. Como não aconteceu, a jogada prosseguiu, e houve a marcação do pênalti e consequentemente a expulsão de Ton D’Ziel.
Na cobrança Niedson não desperdiçou. Bateu forte no meio do gol. Porto 1 a 0.
Não demorou muito e aos 04:50 após um passe errado no meio de quadra, Niedson deixa a defesa pra trás e marca o segundo. Porto 2 a 0.
Apesar do placar adverso, o Juventude mostrava-se tranqüilo em quadra. Já a torcida adversária já gritava que o Porto era o campeão. E os jogadores se abdicavam de atacar. Tocando a bola lateralmente, tentando gastar o tempo. Esnobando o até então bícampeão monteirense.
Mas erraram em duas coisas:
Primeiro, que não se recua com um placar de 2 a 0 no futsal, e principalmente em uma final.
Segundo, esqueceram-se que estavam enfrentando o Juventude. Uma equipe que tem como marca em sua história, renascer e superar em grandes dificuldades.
Como sempre aconteceu nos momentos difíceis. A torcida alvinegra fez a diferença. Começou a cantar e a incentivar a equipe e não deu outra.
O time se impôs em quadra, mostrou a velha raça de sempre e cobrança de falta rápida, Éder (o melhor da partida) soltou a bomba, 2 a 1. Os jogadores adversários, juntamente com a torcida, rodearam os árbitros e cobravam esplicações sobre a maneira como a falta foi cobrada. Mas os ábritros haviam autorizado com gestos o prosseguimento da jogada.
Foram 09 minutos de paralisação. Mas nada que afetasse a vontade da equipe de chagar ao empate.
A pressão foi grande e o gol de empate não demorou. Marcos Carequinha fez grande jogada na esquerda e rolou para a entrada da área. Cleiton aparece de surpresa e bate forte para estufar a rede do goleiro Marcos. 2 a 2.
Logo após o gol, Cleiton não resiste a tanto esforço e deixa a partida.
Infernal, Éder deixa Vona pra trás e bate forte a bola explode no pé da trave, no rebote Marquinhos perde a chance.
Totalmente desnorteado em quadra o Porto não resiste e acaba tendo jogadores expulsos. O Juventude continua a pressão, e Caio solta a bomba de longe à apenas alguns segundos do fim da partida, 3 a 2. “É o gol do Tri”. O time se segura como pode e espera o apito do árbitro para comemorar o Tricampeonato.
Como já virou costume. A torcida invade a quadra e comemora junto com os jogadores mais uma conquista do Gallo Monteirense.
PARABÉNS JUVENTUDE FUTEBOL CLUBE
O Gallo Monteirense
O Gallo Monteirense